Jovens do sul do Estado optam pelo campo e buscam qualificação

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No Centro de Treinamento da Epagri, no município de Araranguá, começou a sétima edição do curso de capacitação para Jovens Rurais.

O curso, que teve início em março tem duração de nove meses e, de acordo com o gerente da Epagri de Araranguá, Reginaldo Ghellere, acontecerá em oito etapas, além da aula inaugural e da formatura, que acontecerá em outubro. Ao todo, os estudantes terão dez encontros, entre eles, algumas viagens, para conhecer propriedades da região e de fora do Estado. Os encontros acontecem uma vez por mês, por três dias, e os jovens têm a opção de dormir em alojamentos do Cetrar. Toda alimentação e material são oferecidos de forma gratuita.

Os jovens se especializarão em horticultura – fruticultura e hortaliças. “Além da parte técnica destas culturas, eles terão matérias de políticas públicas, relações humanas, cooperativismo, empreendedorismo. É uma formação completa, que, com certeza, formará profissionais agrícolas dispostos a colocar na mesa do consumidor alimentos cada vez mais saudáveis”, ponderou Reginaldo.

O curso disponibilizou 35 vagas e existem jovens agricultores em fila de espera de vagas já para este ano. “Vale ressaltar que este curso tem o apoio do Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura, e também das cooperativas da região, o que é muito interessante, porque elas mostram que acreditam em nosso trabalho, com estes jovens, que hoje são os agricultores que estarão à frente de suas propriedades”, avaliou o gerente da Epagri de Araranguá.

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Lidiane Camargo, coordenadora do curso e engenheira agrônoma, falou da importância da qualificação. “Antigamente se dizia que quem não tinha estudo ficava na roça, hoje é ao contrário, pra ti ficar na roça, tu tens que ter conhecimento, se especializar, melhorar, como todas as profissões, a agricultura não é diferente”, disse a engenheira, que também falou do vínculo criado entre os alunos. “Uma vez um jovem aluno me disse que com o curso ele descobriu que não estava sozinho, aquilo pra mim foi maravilhoso, só por este vínculo que eles criam entre eles o curso já é bastante gratificante. Agora, quanto à qualificação técnica, sem dúvida, eles vão sair daqui bem melhores do que quando entraram”, disse Lidiane.

Os jovens agricultores optaram por permanecerem no meio rural e também por buscar a capacitação. Érica Pezente, tem 18 anos, é moradora de Timbé do Sul e estuda, além do Curso Para Jovens Rurais, Gestão Ambiental, na Fael, em Araranguá. Ela e o irmão trabalham desde criança com os pais na roça, que são criadores de vacas leiteiras há cerca de cinco anos. “Sempre gostei de trabalhar no campo, é o que eu quero para meu futuro”, disse Érica. A mãe de Érica, Glaciana Saquete Pezente e o pai Edson Pezente, foram com a filha na Epagri, assistir a aula inaugural do curso. “É um orgulho ver a Érica seguindo nossos passos, estamos investindo para ela continuar no campo, porque é o que ela gosta, o que ela quer”, afirmou a mãe.

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Natieli Poli da Silva, de 18 anos e também de Timbé do Sul, trabalha com os pais, que são produtores de fumo, ela tem irmãos, mas eles não trabalham mais no meio rural. “A intenção é ficar na roça, foi o que me influenciou a vir fazer este curso”, afirmou a jovem. O pai de Natieli, Cláudio Rogério da Silva, há mais de 30 anos é produtor de fumo. Ele contou que preferia que a filha fizesse uma faculdade, mas que ela escolheu ficar na roça. “Vai continuar o mesmo ramo do pai e da mãe, eu queria que ela fosse fazer faculdade, mas ela quer ficar na roça, então vamos ajudar ela a se aprimorar no meio que ela quer seguir”, falou Cláudio. Além do pai de Natieli, a mãe Zenaide Poli, assistiu a aula inaugural do curso com a filha.

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Anderson da Rosa Cardoso tem 25 anos, é morador de Sombrio e chegou a trabalhar um tempo como caminhoneiro. Há dois anos voltou para a roça, onde planta com o pai, maracujá e banana. “O pai se criou na roça, era agricultor, eu puxei um pouco dele, gosto também e voltei, com o curso quero me aperfeiçoar, aprender técnicas, para aplicar na nossa lavoura”, contou o jovem. O pai de Anderson, Ademir Cardoso, o acompanhou na aula inaugural, na Epagri, em Araranguá. “Me criei na roça, depois ficou difícil trabalhar na agricultura, comprei uns caminhões e fui trabalhar na estrada, depois o filho foi também, mas acabamos voltando pra roça”, contou Ademir, que trabalhou mais de dez anos como caminhoneiro.

O casal, Juliana de Matos Borges, de 29 anos e Vander Fernandes de Vargas, de 30 anos, plantam maracujá, em Sombrio e vivem exclusivamente da roça. “Nós queremos diversificar e começar uma plantação com amora preta e pegar umas dicas no curso para melhorar nossa produção de maracujá”, disse Vander, que é filho de agricultor e se criou no meio das parreiras de maracujá e dos bananais. Juliana, antes de casar, trabalhava em confecção. “Quando casamos, fui trabalhar na agricultura com meu marido e o curso vai ser bom, para eu aprender a mexer no solo, nas mudas, vou aprender muitas coisas”, garantiu a jovem.Fonte:Grupo Correio do Sul

Mais informações: cetrar@epagri.sc.gov.br 

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4307
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

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