Uma vida repleta de histórias para contar

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A vida no campo é repleta de histórias para contar. A lida diária com os animais pode ser gratificante, mas também é bastante trabalhosa. Luciana dos Santos Simon é pecuarista. Ela cuida de gado desde que se casou, há 25 anos. Mas, quando era criança, já ajudava a família tirando leite das vacas e tratando os bezerros.

O marido de Lucina trabalha com plantações de arroz e os sogros cuidavam de algumas vaquinhas. Para ajudar, ela foi cuidar do gado junto com a sogra. “Aí eu comecei a selecionar as vacas que são matrizes, pra criar bezerros melhores e começamos a comprar touros de raça, registrados, pra ir melhorando a genética dos animais. E assim eu estou até hoje. Já faz 25 anos. Temos umas 30 cabeças de gado Lenore e uma vaquinha de leite pro nosso consumo em casa”.

O cuidado com os animais que começou quando criança e seguiu na vida adulta fez de Luciana a única mulher pecuarista associada aos Sindicato Rural de Gaspar. E ela se orgulha disso. “Eu também faço parte do conselho fiscal do sindicato. Mas, que trabalha com pecuária, eu sou a única”.

As funções que podem ser consideradas mais perigosas são desempenhadas com maestria por Luciana. “Eu que conduzo os animais, dou as vacinas… só quando é pra castrar que chamamos o veterinário. Mas, de resto, é tudo eu que faço”. Para ela, o que facilita todo o trabalho é a boa instalação, preparada para todas as funções.

Na propriedade de Luciana, os animais não ficam em confinamento. “O meu gado é tratado no pasto. A gente dá casquinha ou farelo uma vez por dia. Mas eles não ficam presos no curral engordando. São todos soltos”. Ela salienta que o controle com os animais é necessário porque o comércio de carne bovina não está tão bom. Então, quanto melhor forem os cuidados com os animais, mais fácil de conseguir a venda.

Além de deixar as vacinas em dia, a pecuarista faz todo o registro do rebanho em um caderno. “Eu anoto quando a vaca emprenhou, quando nasceu o bezerro e busco o brinco de identificação na Cidasc, porque hoje em dia precisa ter tudo registrado e eu gosto de ter as coisas bem organizadinhas”.

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Em 25 anos de trabalho, é inevitável o apego com alguns animais. E Luciana se comove ao falar sobre a vaca Mimosa, animal pelo qual tinha carinho como se fosse um bicho de estimação. “A gente se apega muito em vaca de leite, porque elas ficam muito tempo. Eu tinha uma vaca Jersey, a Mimosa. Fiquei com ela uns 13 anos, tirando leite dela todo dia. Mas chegou uma hora que não deu mais pra ter, porque ela já estava velhinha. Mas eu não tinha coragem de sacrificar. É ruim quando a gente se apega. Mas é assim que acontecem as perdas da gente. Dá muita história assim no campo. Faz parte da criação do gado”.

Agora, Luciana tem um novo companheiro. Valente é um bezerro que foi rejeitado pela mãe no nascimento e agora a pecuarista toma conta dele até que ele esteja forte para se juntar aos outros. Fonte: Jornal Cruzeiro do Vale

 

Mais informações: cruzeirodovale.com.br

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Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

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