Previsão de neve no Sul afasta o risco de geada nas principais áreas produtoras

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Depois de uma semana que tivemos geada, temporal e ventania no Sul, agora é a vez de a neve atingir parte dos pontos mais altos de Santa Catarina e do Paraná. No começo de domingo, dia 8, o sistema de baixa pressão atmosférica, finalmente, deu origem a uma frente fria que causa chuva em quase toda a região Sul.

As pancadas se espalham pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e metade sul do Paraná. A chuva mais forte se concentra entre o norte do Rio Grande do Sul até o sul do Paraná, onde os acumulados de chuva são maiores.

Pela manhã, as temperaturas pouco variam em relação ao dia anterior. Entretanto, à tarde elas são mais baixas se comparadas aos dias anteriores.

“Ainda existe a possibilidade para rajadas de vento de mais de 60 km/h pela costa do Rio Grande do Sul e municípios próximos de Santa Catarina. E são justamente esses ventos e instabilidades que vão impedir a formação de geada no início da semana que vem”, explica Desirée Brandt, meteorologista da Somar.

A partir da segunda-feira, dia 9, as instabilidades diminuem, e uma massa de ar polar avança pelo sul do país, aumentando a sensação de frio em todo o estado, com risco para geada no interior do Rio Grande do Sul.

“Será mais o oeste do estado que pode ter esta geada. Para as lavouras de milho deste trecho, que estão em fase inicial de desenvolvimento, esse frio acaba sendo mais benéfico do que prejudicial. O frio acaba combatendo as pragas e ajuda a planta”, afirma Brandt.

Segundo ela, apenas mínimas inferiores a 0 grau é que podem afetar o desenvolvimento vegetativo. Dados da Embrapa Trigo afirmam que, quando ocorre baixa temperatura na fase inicial da lavoura, sem formação de geadas, haverá prolongamento do período vegetativo, e o trigo desenvolverá mais afilhos, resultando também em sistema radicular mais abundante, possibilitando maior exploração dos nutrientes do solo.

De um modo geral, esse frio previsto para a semana que vem só deve prejudicar as pastagens, já que para o trigo ele não trará grandes problemas porque a temperatura não deve despencar tanto.

Para as lavouras de milho segunda safra de Santa Catarina e do Paraná, as nuvens vão acabar segurando a temperatura e as mínimas previstas ficam em torno dos 8 graus, valor bem longe da formação de geada.

Para termos geadas precisamos de condições de tempo aberto, sem ventos e com mínimas iguais ou inferiores a 3 graus. Para as pastagens, por se tratar de uma vegetação mais rasteira, até mínimas de 4 graus podem trazer geadas e prejudicar os pastos.

O café, neste outono e inverno também anda escapando das ondas de frio intenso. O norte do Paraná e o Sudeste do Brasil estão sob a influência de um bloqueio atmosférico que impede o avanço dos sistemas meteorológicos como frentes frias e massas de ar de origem polar.

“É justamente por isso que não tem feito tanto frio. Mas até o Sudeste vai sentir essa mudança na temperatura na semana que vem. As máximas durante as tardes serão bem mais baixas quando comparadas com as desta semana”, diz Desirée.

Já as mínimas não vão ficar tão baixas, e os cafeicultores podem ficar tranquilos porque não há previsão de formação de geada. Em Guaxupé, sul de Minas Gerais, a menor mínima prevista para a semana que vem é 8 graus na próxima quarta-feira, dia 11 de julho.

A próxima onda de frio está prevista para o fim de julho, início de agosto com mínima em torno dos 6 graus. “Ainda não é risco de geada, mas precisamos monitorar esse frio de agosto”, finaliza Brandt. Fonte: Pryscilla Paiva, editora de Tempo do Canal Rural

Mais informações: https://tempo.canalrural.uol.com.br

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