Casal de Joinville cria embalagem com materiais naturais para substituir plástico filme

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Carla e Lucas foram convidados para apresentar a iniciativa em um debate sobre lixo zero no programa Encontro com Fátima Bernardes, da Globo.

Quatro anos atrás, quando faziam intercâmbio na Austrália, Carla Ereno Viero e Lucas Bastos da Costa, de 30 anos, conheceram um produto muito comum por lá, mas nunca visto no Brasil.

É uma embalagem feita com produtos naturais, que substitui o plástico filme ou papel alumínio na cozinha e funciona para armazenar comida.

De volta a Joinville, onde moram, começaram a fazer testes para trazer a novidade pra cá. Deu certo. A empresa do casal existe há um ano e, Carla e Lucas foram convidados para o programa Encontro com Fátima Bernardes, da Globo, (https://gshow.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/episodio/2018/07/12/videos-de-encontro-com-fatima-bernardes-de-quinta-feira-12-de-julho.ghtml) para apresentar a iniciativa dentro de um debate sobre lixo zero.

As embalagens criadas pelos dois são feitas artesanalmente. Eles começaram fazendo testes com cera de abelha que o pai de Carla, que era apicultor, tinha.

— Foram muitos meses de testes, a gente até já estava cansando quando conseguimos aplicar — brinca Carla.

Como funciona

O produto é feito em tecido 100% algodão e uma liga com cera de abelhas e outras matérias-primas naturais, que serve para manter os alimentos frescos dentro ou fora da geladeira. Ele pode ser utilizado como substituto do plástico filme ou papel alumínio na embalagem de pratos, pedaços de frutas ou metades de vegetais , assim como para envolver sanduíches ou lanches para levar à escola ou ao trabalho, embalar pães frescos, nas compras a granel.

A película permite que o alimento não perca hidratação e troque ar com o ambiente externo, o que favorece a conservação. A cera de abelhas tem propriedades antibacterianas, o que ajuda a preservar por mais tempo os alimentos.

O material é reutilizável, pode ser lavado em água fria, e, depois de cerca de um ano, ao ser descartado, se decompõe rapidamente. Se for colocado em uma composteira, por exemplo, em três meses estará decomposto.

Resultado do estilo de vida

Carla é engenheira agrônoma e paisagista, e Lucas engenheiro mecânico. Mas hoje, a fabricação das embalagens, além da comercialização e marketing — toda a cadeia que envolve o negócio — são tocados pelos dois.

— A gente vende na loja virtual (https://keepeco.com.br/) e tem algumas revendas em torno do Brasil. As pessoas têm demonstrado muita preocupação com a questão do lixo, é um movimento crescente. Por isso, existe a procura — avalia a empreendedora.

A intenção de Carla e Lucas, juntos há dez anos, é expandir o negócio. E a visibilidade conquistada com a divulgação do trabalho em rede nacional, junto com outras iniciativas sustentáveis, no Encontro, os motiva.

— Chamaram pelas redes sociais e a gente foi. Fomos com medo, mas com muita felicidade — comenta Carla no retorno a Santa Catarina.

Ela ressalta que a criação do produto é resultado do estilo de vida do casal.

— A gente já fazia compostagem, se preocupa em não usar plástico, com transporte limpo, em produzir menos lixo — exemplifica.

Mas ela ressalta que o negócio não é só uma ideologia: “o produto é muito prático”.

Fonte:https://www.revistaversar.com.br

Mais informações: https://keepeco.com.br

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Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

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