A transformação da agricultura paulista com o Projeto Microbacias II

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Na Revista Casa da Agricultura, edição especial sobre o Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, mostra os resultados, avanços e ganhos desta efetiva política pública voltada aos pequenos e médios produtores rurais paulistas.

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A marca do Projeto Microbacias II em São Paulo

Por ser símbolo da agricultura e do comércio, a cornucópia foi escolhida para representar a marca do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado. Dessa forma, a simbologia da cornucópia se iguala aos objetivos do Projeto, abrangendo todas as etapas da proposta, tanto a representação da agricultura como a do comércio. Cornucópia é um símbolo representativo de fertilidade, riqueza e abundância. Na mitologia greco-romana era representada por um vaso em forma de chifre, com uma abundância de frutas e flores se espalhando dele. Hoje, simboliza a agricultura e o comércio, além de compor o símbolo das ciências econômicas.

Depoimentos

Transformação

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João Brunelli Júnior Coordenador da CATI

“Transformação. Esta é a palavra que representa o Microbacias II. Mudança na vida de milhares de famílias, que acreditaram no Projeto, deixaram de buscar oportunidades na área urbana e até retornaram às atividades agropecuárias. Avanços na organização dos grupos de produtores rurais, indígenas e quilombolas, que passaram a se organizar e aprenderam a gerenciar seus próprios negócios. Nova forma de comercializar a produção, agregando valor aos seus produtos, e até de negociar com o mercado. Um modelo diferenciado de extensão rural, que valoriza o processo participativo e trabalha com a comunidade de forma a ouvir seus anseios, entender suas demandas, planejar as ações em conjunto e dar voz a elas.

Com este Projeto, homens e mulheres do campo deixaram de capinar por dias uma área, para com auxílio de equipamentos adequados realizar, em poucas horas, o mesmo trabalho. Não faz mais parte da preocupação desses grupos o gasto excessivo com frete para transporte das mercadorias, porque conseguiram comprar seus próprios veículos. Passaram a sentir, inclusive, no bolso, o reconhecimento do seu trabalho diário porque, com equipamentos para processar a produção e estruturas adequadas de armazenamento, suas frutas, verduras e legumes se transformaram em itens de maior valor agregado. Agora, não dependem mais do atravessador e negociam direto com o mercado”, João Brunelli Júnior Coordenador da CATI

 

O poder do trabalho coletivo da produção aos mercados

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Maurizio Guadagni – Gerente de Projetos do Banco Mundial para o Brasil

“O Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado é a segunda fase de uma ação com comprovado sucesso no Estado de São Paulo. Anteriormente, o Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas (PEMH) teve como foco a adoção de sistemas sustentáveis de produção agrícola em uma microbacia (área geográfica dentro da mesma área de drenagem hidrológica, com condições econômicas e sociais semelhantes). Neste modelo, os produtores rurais familiares foram selecionados como principais beneficiários do Programa, de acordo com sua localização geográfica. O foco das ações do Banco Mundial era a sustentabilidade ambiental das intervenções, voltadas principalmente para a produção agrícola. Já neste segundo momento de atuação junto às Secretarias de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e do Meio Ambiente, a proposta do Banco foi a de enfatizar o acesso aos mercados. A nova abordagem teve duas inovações-chave: uma mudança de foco – da produção para o acesso ao mercado –; e a forma de participação dos beneficiários, os quais deveriam se candidatar voluntariamente a uma Chamada Pública e não de acordo com sua localização geográfica. Dessa forma, os beneficiários tiveram de provar o seu empenho, apresentando uma proposta em que o potencial de acesso aos mercados pudesse ser comprovado.

 A mudança foi mais desafiadora do que inicialmente planejada. As chamadas iniciais atraíram demanda limitada porque os potenciais beneficiários não entendiam ou não confiavam no novo sistema. Mas, com o apoio contínuo do corpo técnico da CATI, a demanda aumentou gradualmente e, no final, todos os recursos do Projeto foram totalmente utilizados.

O Microbacias II – Acesso ao Mercado provou a validade de seus pressupostos: o objetivo inicial era impulsionar o valor das organizações de pequenos agricultores em 8%. Em vez disso, o Projeto alcançou um impressionante aumento de 87% de seu valor anual comercializado, num período de seis anos; 10 vezes melhor do que o esperado – e esse resultado foi estimado por uma avaliação de impacto supervisionada pelo departamento de estatística do Banco Mundial, chamado Dime (Development Impact Evaluation).

Desta forma, podemos citar inúmeros casos de sucesso, entre eles os avanços de uma organização rural de Ibiúna que passou a comercializar alface orgânica em grandes cadeias de supermercados e o café de Divinolândia, que passou a ser servido no Japão e em países da Europa. Também destaco, outra, importante conquista possibilitada pelo Projeto, que foi o aumento da renda dos produtores apoiados, levando em consideração as práticas sustentáveis e o respeito ao meio ambiente. Importante salientar que a exigência do Projeto de solicitar que as associações e cooperativas escrevessem um Plano de Negócios fez com que aprendessem a se planejar e a se empenhar na implantação de seus empreendimentos, levando em consideração as necessidades do grupo e não as individuais.

Essa organização, inclusive, contribuiu para que a gestão dos recursos financeiros fosse realizada adequadamente. As ações possibilitadas pelo Microbacias II – Acesso ao Mercado chamou a atenção do governo indiano, que esteve no Brasil para conhecer o Projeto e se mostrou interessado em investir em iniciativas semelhantes, uma vez que seu país tem similaridades com o Brasil no clima e nas práticas agrícolas. Os visitantes ficaram impressionados com o poder da ação coletiva. “Quando você vai além dos interesses individuais, pode expandir para diferentes mercados, exportar e negociar melhores preços”, comentou um dos visitantes. Para alcançar esses resultados impressionantes, dois ingredientes foram essenciais: a competência da equipe da CATI, que esteve presente em todas as etapas, e o compromisso dos beneficiários, que cumpriram com todas as suas responsabilidades. Dessa forma, os pequenos agricultores com perspicácia empresarial foram ajudados a emergir. Para o futuro fica o desafio de manter, com sustentabilidade, o ciclo da produção agrícola e as conquistas financeiras possibilitadas pelo acesso aos mercados”. Maurizio Guadagni – Gerente de Projetos do Banco Mundial para o Brasil –

 

Mais informações: www.cati.sp.gov.b

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4309
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

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