Agronegócio, a força que move Santa Catarina – Por Ricardo de Gouvêa, Secretário Estadual da Agricultura e da Pesca

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Santa Catarina tem uma vocação: produzir alimentos de qualidade. E cabe a nós – funcionários da Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e das Centrais de Abastecimento do Estado de Santa Catarina (Ceasa/SC) – ajudar a desenvolver todo esse potencial produtivo.

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Como podemos contribuir para melhorar a qualidade de vida dos agricultores e pescadores para que tenham mais planejamento, mais organização das cadeias produtivas e mais renda?

Essas são as perguntas que guiam nossos esforços. Trabalhamos em um estado diferenciado, com características únicas que fazem de Santa Catarina uma referência em produção agropecuária e pesqueira. Um agronegócio baseado na agricultura familiar, feito em pequenas propriedades e com trabalhadores incansáveis. Todos nós sabemos as dificuldades para se obter uma boa safra, o cuidado necessário para que produção de animais prospere, a coragem dos pescadores para enfrentar o mar.

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Nós conhecemos o meio rural e pesqueiro como ninguém. Santa Catarina conta com 498 mil produtores rurais e 25 mil pescadores distribuídos desde o litoral até o extremo oeste. Desse total, 84% são agricultores familiares. São essas pessoas que fazem do estado o maior produtor nacional de suínos, maçã, cebola, pescados, ostras e mexilhões; o segundo maior produtor de tabaco, aves, alho e arroz; além de grande produtor de erva mate, mel, uva, cevada, palmito, leite e trigo.

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São eles que, em parceria com o setor privado e com o Governo do Estado, colocaram o agronegócio como responsável por 70% das exportações catarinenses no primeiro semestre de 2019 e por 30% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Quando falamos de agronegócio os números são gigantescos. Só as agroindústrias geram 60 mil empregos diretos, com 18 mil produtores integrados, sem contar os milhares de trabalhadores indiretos que atuam no transporte, embalagem e manutenção. Santa Catarina responde por grande parte das aves e suínos produzidos no Brasil, é uma referência internacional em qualidade e sanidade animal.

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A importância do setor para economia de Santa Catarina pode ser comprovada no resultado das exportações do primeiro semestre. De janeiro a junho deste ano, os embarques internacionais de carnes, produtos de origem vegetal e florestal geraram US$3,14 bilhões em receitas para Santa Catarina, um crescimento de 21% em relação ao mesmo período de 2018. O aumento nos embarques do agronegócio supera até mesmo a média catarinense, que fechou em 10,7% em comparação com o primeiro semestre do ano passado.

Assim como já acontece com a suinocultura e a avicultura, outras cadeias produtivas devem se organizar e ir em busca da excelência. Produtos de qualidade, com um status sanitário diferenciado e com preços competitivos têm as portas abertas em qualquer lugar do mundo.

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Produção e preservação

Santa Catarina conseguiu se tornar um gigante do agronegócio brasileiro, aumentando a produtividade, reduzindo a área de lavouras e cuidando das florestas nativas.

Segundo estudo realizado pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/ Cepa) comparando os números do Censo Agropecuário de 1980 e 2017, hoje a mata nativa ocupa 26,2% da área das propriedades rurais catarinenses. Esse é o maior índice desde 1970, início da série histórica e começo da expansão agrícola no estado. Atualmente, as propriedades rurais ocupam 67,3% do território catarinense – são 6,4 milhões de hectares destinados à produção agropecuária. Dessa área, 40,4% está coberta de florestas nativas ou plantadas (2,6 milhões de hectares); 28,4% são utilizadas para pastagem (1,8 milhões de hectares) e 22,9% para lavouras ((1,5 milhão de hectares).

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Em 2019, Santa Catarina tem uma cobertura 20% maior de mata nativa do que nos anos 80, com 278,8 mil hectares a mais de vegetação natural. Sem contar a área destinada às florestas plantadas, que também aumentou 145,4% no mesmo período. Com matas preservadas e uma área menor destinada às culturas anuais, os produtores catarinenses investiram em tecnologias para aumentar a produtividade.

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Um bom exemplo é a queda de 27,8% na área plantada de grãos, entre 1980 e 2017, e o aumento de 106% na quantidade produzida. Essa é a tendência da agricultura de Santa Catarina: produzir mais alimentos e diminuir a pressão sobre os recursos ambientais. A expectativa é de que a produção de alimentos aumente ainda mais nos próximos anos, em áreas menores e com florestas nativas mais extensas.

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Fortalecimento das cadeias produtivas

Temos um desafio: fortalecer e estruturar as cadeias produtivas de Santa Catarina. Começaremos com um projeto piloto envolvendo quatro produtos: leite, cebola, banana e uva. A escolha não foi aleatória, em um trabalho conjunto com técnicos da Epagri, Cidasc, Ceasa e Secretaria da Agricultura, decidimos dar uma atenção especial ao desenvolvimento de setores com uma ampla base social, capazes de gerar renda em pequenas propriedades, com um potencial para crescimento e agregação de valor.

O leite tem a maior base social do estado – a produção está presente em 71 mil propriedades rurais de Santa Catarina – e o setor tem grandes desafios pela frente. Com uma produção crescente e um mercado nacional estagnado, precisamos pensar em exportação. A produção de banana, uva e cebola também terá atenção especial, pela distribuição no estado e também pela alta densidade econômica. Os nossos esforços estarão focados em novos cultivares, controle de sanidade, aumento da produtividade, apoio à comercialização, inovação e valorização da produção local. Todo conhecimento gerado por esse projeto piloto poderá ser replicado também em outros setores, fazendo de Santa Catarina não só o maior produtor nacional, mas também o melhor produtor agropecuário do Brasil.

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Temos uma missão

A nossa missão é fomentar o desenvolvimento sustentável agropecuário e pesqueiro de Santa Catarina. Queremos construir uma agricultura forte, com cadeias produtivas organizadas e prontas para competir no mercado internacional.

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A Epagri, com toda sua expertise em pesquisa agropecuária e extensão rural, tem um papel fundamental nesse processo. Cabe aos profissionais da empresa pensar em estratégias e criar ferramentas para que os agricultores e pescadores tenham acesso a tecnologias e métodos que melhorem o processo produtivo, agreguem valor e, consequentemente, tragam mais renda às famílias.

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O mesmo acontece com a Cidasc e todo trabalho desenvolvido para garantir a saúde animal e a sanidade vegetal em Santa Catarina. Vivemos no único estado do Brasil reconhecido como área livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), com um dos menores índices de brucelose e tuberculose do País, sem contar outras doenças e pragas que também mantemos longe dos nossos rebanhos e lavouras. Para assegurar nosso status sanitário, é preciso dedicação diária, além de atenção especial às novas tecnologias, ao que acontece no mundo e em harmonia com o Governo Federal, setor privado e produtores rurais. A sanidade é um grande diferencial competitivo e um patrimônio de todos. Essa deve se tornar a marca registrada da produção catarinense.

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Por fim, a Ceasa exerce seu papel na busca por mercados. Uma estrutura focada na gestão da comercialização, criando oportunidades para melhorar a renda dos produtores rurais e ferramentas para agregar valor aos produtos da agricultura familiar. Em resumo: a Epagri incentiva a produção, a Cidasc garante que os animais e vegetais sejam saudáveis e a Ceasa fomenta a comercialização. Não existe uma sem a outra e todas devem olhar para a mesma direção.

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União

Temos muitas perguntas e já começamos a vislumbrar algumas respostas. Estamos em busca de agilidade, comprometimento e integração. Vamos explorar todo o nosso conhecimento e as ferramentas disponíveis para nos antecipar às crises, incentivar a produção local, percebendo as aptidões de cada região e o potencial de cada agricultor. Só assim nós estaremos sempre um passo à frente. Nosso projeto é ambicioso e não chegaremos a lugar nenhum sozinhos. Epagri, Cidasc, Ceasa e Secretaria da Agricultura são partes de uma grande engrenagem e juntas formam a Agricultura e a Pesca de Santa Catarina. Nossa visão de futuro é de união. Fonte: Artigo de Ricardo Gouvêa, Secretário Estadual da Agricultura e da Pesca na Revista Agropecuária Catarinese

 

Mais informações: gabinete@agricultura.sc.gov.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4305
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

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