Perfil e importância da mulher na agricultura familiar

 

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Você já pensou em como a presença da mulher na agricultura familiar é expressiva? Em algum momento, você já se deu conta da importância da mulher no cenário das pequenas propriedades rurais brasileiras?

No Brasil, milhões de agricultores e agricultoras familiares são responsáveis por sete de cada dez alimentos que abastecem a mesa do consumidor e esse setor conta com uma participação feminina indispensável para a produção e a manutenção da família na zona rural.

É fato comprovado que as mulheres estão presentes desde estabelecimentos menores que 1 hectare até propriedades de 10.000 hectares. Mas um aspecto importante apontado pelo censo agropecuário 2017 deve ser ressaltado: os estabelecimentos com faixa de área menor que 1 hectare apresentam uma proporção de gênero mais equilibrada que nas grandes fazendas, sendo de 2 homens para 1 mulher, mostrando a força e a importância da mulher na pequena propriedade rural.

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Papel social da agricultora familiar

Na maioria das propriedades rurais que se encaixam no módulo da agricultura familiar, a presença das mulheres é muito marcante. Um dos motivos é que a mão de obra familiar é alicerçada, principalmente pelo trabalho do homem e da mulher. Isso mantém os dois na propriedade de forma que a mulher se torna peça fundamental não só no trabalho diário, mas no estímulo à permanência da família com os vínculos rurais, incentivo a sucessão familiar, cuidado com os filhos, com a terra e com os animais.

Dessa forma, podemos entender que, acima de qualquer outra função, a mulher na agricultura familiar tem um grande papel social tanto na família como na comunidade.

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Rosana e sua filha (Marluce) trabalhando

Rotina da mulher camponesa

Um exemplo de agricultora familiar que é o alicerce da família na propriedade é Rosana Faleiro, produtora no município de Orizona-GO, que é responsável por muito do que acontece na fazenda Santa Bárbara.

Ela levanta cedo, faz o café, assa o biscoito e vai para o curral. Ela precisa ajudar seu esposo, já que a mão-de-obra da fazenda é, exclusivamente, familiar, como em todas as propriedade que se enquadram, devidamente, nesse modelo de fazenda.

Além do auxílio na ordenha, a parte de higienização também é por conta dela. Ordenhadeira e sala de ordenha limpas, é hora de mudar de serviço. Alimentar os porcos, as galinhas, cuidar da horta, fazer almoço e todos os demais afazeres da casa são por conta dela.

Enquanto cozinha Rosana se lembra que também precisa fazer as anotações dos gastos com a lavoura do plantio até a produção de silagem e anotar também os medicamentes utilizados nos bezerros, pois sabe que tudo que anota em sua caderneta é de extrema importância para os dados da gestão da propriedade.

Durante o mês ela fica por dentro de todos os gastos e contas a pagar pois ela também ajuda na administração da fazenda. O cuidado com as filhas também é notável. Duas meninas que seguem os passos dos pais e não perdem o vínculo com o campo pois, tanto elas quanto os pais, entendem a necessidade e a beleza da sucessão familiar.

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Família da Rosana colhendo aveia para salvar as sementes.

Rosana é um exemplo das muitas mulheres que vivem essa mesma rotina.

E você? Já parou para pensar quantas “Rosanas” existem por aí?

 

Quem é considerado agricultor familiar?

Lei N° 11.326, de 24 de julho de 2006, considera como agricultor familiar aquele empreendedor familiar rural que detenha no máximo 4 módulos fiscais, utilize predominantemente mão-de-obra da própria família nas atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento, tenha percentual mínimo da renda familiar originada de atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento e dirija seu estabelecimento ou empreendimento com sua família. São inclusos silvicultores, aquicultores, extrativistas, pescadores, povos indígenas e quilombolas que atendam o padrão determinado pela lei. Fotos: Daniel Teodoro/ Fonte: Agromulher/ Por: MARLUCE CORRÊA RIBEIRO 

 

Mais informações: http://agromulher.com.br

Secretaria Executiva Estadual do SC Rural – (48) 3664 4305
Endereço eletrônico: imprensa@scrural.sc.gov.br

 

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